segunda-feira

Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

Backbeat the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody feels
The way I do about you now

And all the roads we have to walk along are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would
Like to say to you
I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one who saves me ?
And after all
You're my wonderwall

Today was gonna be the day?
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now

And all the roads that lead to you were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I would like to say to you
I don't know how

I said maybe
You're gonna be the one who saves me ?
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one who saves me ?
And after an
You're my wonderwall

Said maybe
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me
You're gonna be the one that saves me


Wonderwall, Oasis (31 Outubro 1995)

I don't believe that anybody feels the way I do about you now.

Sabem? Eu sei que os textos grandes às vezes (ou sempre) parecem uma grande seca, mas é a melhor maneira (juntamente com a música e, claro, vocês) que tenho de pôr tudo em pratos limpos. Tudo o quê? O que não tenho coragem de dizer. Quem me dera ter um coração de leão.

Sit and drink.

Um fim de semana prolongado dá para muita coisa. Dá para dormir até mais tarde um dia. Este em especial até nos deu uma hora a mais, para compensar os ganhos algures pelo caminho.
Mas não vim escrever para dizer que adoro fins de semana só porque um gajo qualquer deciciu fazer uma revolução, ou porque é o dia de celebrar aqueles que já partiram (para isso tinha ficado na caminha que está quentinha e aqui tenho os pés frios). Aliás, eu odeio o dia 1 de Novembro. Não que não goste de ir visitar o meu avô, mas... é por isso mesmo. É que tenho de ir visitar o meu avô. Segurar a minha avó para que ela sinta que apesar de ele ter partido ainda há pessoas ao pé dela vivas que a amam. E eu adoro a minha avó, a sério. Tem instinto maternal. E digo-vos: às vezes sinto mais a minha avó como mãe do que a minha própria mãe. Sei lá, é uma coisa que acontece.
Mas também não me apetece falar da minha avó. Ela hoje magoou-me tanto, com aquelas três palavras. E apesar de a seguir ter dito: "isto é para ti", e ter-me mostrado algo a que não prestei muita atenção. Estava mais preocupado com não deixar que a minha avó inconscientemente abrisse as feridas que saro todos os dias, antes de dormir.
Mas estou a divagar tanto, hoje. A verdade é que hoje vim falar-vos de algo que já falei há alguns dias. Da minha viagem à ilha deserta. Descobri que afinal cabem mais músicas no meu telemóvel do que eu pensava. Fogo, agora aquilo parece do tamanho do mundo! Tenho tipo 500 músicas dos Radiohead, uma data delas dos Kings of Leon e dos The XX e dos Kaiser Chiefs e dos... Bah, qual é o ponto? A música ajuda-me imenso, mas há alturas em que não posso prestar-lhes atenção. Nem cantar com elas. E isso sucka bastante, mas que hei-de fazer? Tenho aulas, estou com outras pessoas, não me posso pôr a cantar ou a ouvir música e tornar-me extremamente anti-social.
A verdade, é que a verdade não existe. A verdade, é que tenho saudades. Gostava que todos os dias fossem cheios de guloseimas e cheios de afecto. Cheios de sorrisos. Algumas tristezas também fazem bem, mas só aquelas que outrora nos fizeram felizes e nos marcaram. Como o meu avô.
Ah, claro. E aqueles dias que passamos com as pessoas de quem mais gostamos. E quem me dera que todos os dias fossem desses dias. Quem me dera poder escolher que quero a meu lado, a fazer-me companhia e a ajudar-me todos os dias. E se eu pudesse escolher, se eu pudesse decidir, juro que íamos todos viver para uma ilha deserta. Só nós. Porque eu sei que vocês também queriam. Porque eu sei que tu querias.

E juro. Não ia sem um oásis à vista.
Sabes, Alexandra? Gosto muito de estar numa ilha deserta contigo, mas preciso do Miguel, da Catarina, da Luísa, do Fred. E do João. Para me ajudar a animar-vos.
Hoje a minha avó disse-me as palavras mais duras: "quando", "eu", "morrer".

Mas eis que eles me ajudam:

sábado

Hoje é um daqueles dias. Não sei se às vezes também te acontece a ti, mas há dias em que me apetece desaparecer para uma ilha deserta. Hoje é um desses dias. Em que me apetece desaparecer completamente.
Levar música, caneta e um bloco no bolso. Levar a guitarra às costas. Calçar umas sapatilhas velhas que já não me servem. Vestir calções e t-shirt. Desaparecer. Arejar as ideias. Sentir a maresia dentro dos pulmões, debaixo do nariz. Ter as sapatilhas velhas cheias de buracos a deixarem pequenos grãos de areia aleijarem-me os pés. Os phones nos ouvidos. O suor a pedir um bom banho no mar, mar que encontro nesta altura à cabeceira.
Estendo a toalha. Tiro e atiro para perto da guitarra as sapatilhas gastas. Sacudo os pés. Deito-me. Inspiro. Estou no paraíso. É tudo tão perfeito. Tudo tão sereno, tão feliz. Tudo tão perfeito.
Quero desaparecer para uma ilha deserta. E ainda não vos disse o melhor. É que eu tenho companhia.

sexta-feira

Come on take my hand. I'll protect you. I promiss you i'll never let you get hurt.

Come on down and dance,
If you get the chance,
We're gonna spit on the rival.
All I wanna know,
Is how far you wanna go,
Fighting for survival.

Underneath the stars,
Where we parked the cars,
Ain't showing signs of stopping.
Pretty little girls,
Naked to their curls,
Ready to lay in the coffin.
If you wanna go,
I'm gonna go,
I gotta fire burning.
Come on take my hand,
Hope you see your man,
Baby's gonna be a big one.
Baby's gonna be a big one.

If you see the lights,
And we hear the fights,
It's gonna be a stunner.
I've got something here,
If you give me one more beer,
I'm gonna call a runner.
I don't want to say,
What I have to say,
If I'm a' kicking off now.
If you wanna go,
I'm gonna go,
I'm going back down south now.
I'm going back down south now.
I'm going back down south now.

If you wanna go,

I'm going back down south now.
Go on take my hand,
I'm going back down south now.
Wait 'til you see the light,
And we hear those fights,
I'm going back down south now.
I don't want to know,
How far you wanna go,
I'm going back down south now.

I'm going back down south now.
I'm going back down south now.
I'm going back down south now.
Oh, yeah.
I'm going back down south now

Back Down South, Kings of Leon (2010)

quinta-feira

Hoje aprendi uma coisa nova. Aprendi a dor que o silêncio causa. Aprendi que o silêncio grita agudo e mudo, e o coração é como uma janela, e os vidros da janela partem-se, e o meu coração parte-se com o silêncio dela. E eu pergunto-me se foi por minha culpa. Pergunto-me se fui eu, pergunto-me se errei mais uma vez.
Sabes? No domingo estava-me a apetecer fazer o que me apetecia. E se tivesse a certeza que estavas como eu ter-te-ia beijado. Sem pensar duas vezes.
Eu bem disse, hoje foi o meu dia de azar. Magoei uma amiga, esqueci-me da t-shirt em casa, e escutei o silêncio. Nunca pensei que pudesse ser tão verdade, mas o silêncio vale mais do que mil palavras. Mesmo. O problema é que neste caso eu não consigo perceber a língua que o silêncio não para de falar, e não consigo perceber a ordem correcta das palavras que o silêncio usa aleatoriamente, sabendo que o importante é dizer todas as palavras do puzzle. E eu gosto de puzzles, mas este puzzle é uma merda. As peças não se juntam umas às outras.