terça-feira

yo
é de loucos o que sinto por ti
sinto falta de ti
desejava tanto que 'tivesses aqui
e me desses o devido valor
porque acredito que a vida não é nada sem amor
não, sei que não sou perfeito
nem nada que se pareça mas eu respeito
o que vai na tua cabeça
que te gramo, que te adoro, que te amo
que te quero, que te venero, que te sinto, que te espero.
não me deixes mais nesta posição
nada é em vão tudo tem a sua explicação
e eu sei a minha
quando te vejo, falo, toco,
arrepio na espinha
e agora vai ser tudo de bom
quero ver a tua cara quando ouvires este som
ah e vou tentar ser mais coração mole
vou ligar-te para irmos ver o pôr do sol
e o amor é rápido

O amor é mágico, Expensive Soul

domingo

Short story number four - Lover, you should have come over

Era uma tarde em que o sol raiava como nunca: não raiava. Chovia a potes e as nuvens cinzentas preenchiam todos os pedaços do céu, não deixando que um pequeno feixe de luz sequer chegasse à superfície.
Ele caminhava pela rua com ela abraçada a ele, sob o guarda-chuva que os protegia da chuva intensa que caía como pequenas pedras, mas que não tinham tamanho suficiente para se chamarem pedras, e era isso que tornava aquelas gotas de chuva awesome. E quando o dia começara, como o sol a raiar anunciando um dia cheio de sol e calor, ele disse-lhe: "Este dia... Pah, it's gonna be legen.. wait for it... dary!".
A certa altura, ela pergunta-lhe:
- Fred, que achas de jantarmos hoje? Só nós os dois.
- E deixarmos o Jorge, o Marco, a Leonor e a Matilde?
- Sim. Só nós dois.
- Mas...
- Não penses em mas. Não penses em consequências. E não te preocupes, eles não vão ficar chateados.
- Mas...
Ela não o deixou falar. E beijou-o.
Mais tarde, quando Frederico ia para sair, Jorge chama-o.
- Fred. Espera... Onde vais?
- Vou ter com a...
- Espera - ele interrompe-o - eu e a Matilde discutimos.
- Então?
- Os pais dela descobriram e não querem deixá-la continuar a vir.

Frederico não foi capaz de ir embora, e ficou a falar com o seu amigo. Passaram duas horas. E então, o telemóvel de Frederico começa a vibrar. No ecrã aparecia: 73 chamadas não atendidas e, por baixo, 1 mensagem nova. Frederico decidiu ver a mensagem primeiro e esta, que era dela, dizia: "Lover, you should have come over. I was going to tell you that I was ready to have sex with you."

Eu prometi. E cumpri.
Agarrei-a pela mão esquerda. Deixei a minha mão direita deslizar um pouco e apertei os meus dedos sobre o seu braço. Trouxe-a até mim. Pousei a minha mão esquerda sobre o seu ombro direito e a minha mão direita sobre o lado esquerdo do seu pescoço. Trinquei a parte central do meu lábio inferior, puxei a sua cabeça e beijei-a. Uma e outra vez. Parei. Olhei-a nos olhos. Brilhavam junto da sua pele branca.
- Promete-me que nunca me deixarás - disse com a sua doce voz.
- Não prometo aquilo que sei que não posso cumprir. Mas que sonho que nunca me deixes, isso sonho.
Ela beijou-me, então, após aquelas palavras. Podiam parecer balas, ou facadas, ou veneno, mas na realidade, era a verdade. É impossível nunca deixarmos alguém. Um exemplo disso, é quando morremos.
- Sei que somos novos. Eu tenho 16, tu 17. Mas... Casas comigo? Não agora, mas... Casas comigo? - perguntei.
- Só se me beijares só mais uma vez.
E eu beijei-a mais uma vez.

Now that I've reached the places I could never reach, I can put myself here. Yeah, this is me:

sexta-feira

A Alice encontrou um monstro debaixo da cama.
Quero ser enterrado em Londres, onde um dia fui feliz, ao pe de tudo o que existe, onde comi perto dos pombos e dos pelicanos, onde jurei morar um dia, onde jurei fazer a minha lua de mel, onde podes abrir os bracos, olhar para o ceu de olhos fechados, respirar fundo e dizer: "There's no place like home".

Surgiu-me, no Hyde Park, onde ha uma estatua do Peter Pan, aquele que te aparecera a meio de um sonho e te levara a Terra do Nunca. Aquele que te podera fazer perceber que aquilo que mais queres e aquilo que nem em sonhos tens.