sábado

Love is not a victory march.

Bob Dylan asked Leonard Cohen how long it took him to write Hallelujah. Cohen said 15 years.

Leonard Cohen. É a ele que devemos agradecer. Não é a Jeff Buckley ou a Rufus Wainright. Indirectamente, talvez. Mas não directamente. Não foram nem Jeff nem Rufus que levaram 15 anos a escrever a música que é conhecida mundo fora. Aquela música que fala sobre o amor. Aquela música que te pode deixar mil e um anos a pensar. Aquela música que...
Já leste bem a letra? Já leste a letra da primeira à última palavra? Se sim, lê outra vez. Se não, lê. Vê se sentes um bichinho a fazer-te cócegas nos pés e um arrepio a percorrer-te a espinha. É que... ele tem razão. O Leonard tinha razão quando escreveu a letra. O Leonard tinha e TEM razão. O Leonard veio ao mundo para nos escrever sobre o amor.

Now I've heard there was a secret chord

That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you
To a kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Baby I have been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you.
I've seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
There was a time you let me know
What's really going on below
But now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
The holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
You say I took the name in vain
I don't even know the name
But if I did, well really, what's it to you?
There's a blaze of light
In every word
It doesn't matter which you heard
The holy or the broken Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though
It all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah

Obrigado, Jeff Buckley (clica no nome, por amor de deus clica), por a teres interpretado como vinda do teu coração. Porque ela vem do coração de todos nós. Mas nem todos o conseguem expressar.

P.S. (tu sabes que é para ti): Sabes que mais? Eu pensava que as palavras bonitas se tinham esgotado. Talvez não.
Mais. Obrigado por me segurares o coração, por me causares formigueiros nos pés e por me causares os maiores arrepios da espinha, aqueles que tu também tens quando eu te digo as minhas melhores palavras bonitas, quando ouves a minha voz, quando me vês, quando pensas em mim. E pensas melhor e sabes. É recíproco.

segunda-feira

Diana *.*

Tenho saudades das segundas, em que me levantava cedo. É que era às segundas que eu passava a semana inteira feliz ao lado de pessoas de quem gosto muito, ao mesmo tempo que anseava o fim-de-semana, que ia ser passado com as pessoas mais importantes da minha vida.
Tenho saudades das segundas em que eu acordava a pensar que aquela era a única segunda do mês.

As segundas não são o fim do descanso. São o início da felicidade.

domingo

A escrita eleva-nos, o amor rebaixa-nos, e quando chegamos ao fim, estamos no mesmo sítio.

sábado

Fãs de Tokio Hotel expulsas de "acampamento" pela polícia

Uma novidade desta minha mudança, é o facto de eu, de hoje em diante, comentar de vez em quando acontecimentos importantes e/ou estranhos que afectam a sociedade e os nossos dias.

Um acontecimento importantíssimo e estranho que afecta a nossa sociedade foi o que sucedeu esta semana. Segundo consta, e confiando na Blitz (digo na Blitz, porque não confio nas notícias cor-de-rosa do Correio da Manhã... Ok, confio, mas enfim), um amontoado de fãs da banda alemã Tokio Hotel foram, vá, digamos... obrigadas a deixar o local onde tinham montado um belo e bem estruturado acampamento em frente à entrada do Pavilhão Atlântico, no qual a banda aparentemente vai actuar, no próximo dia 7.
Devo dizer que fiquei extremamente chocado e boquiaberto quando li a notícia. Vejamos: porque raio é que uma cambada de pitas pindéricas e com vontade de rebentar os tímpanos a alguém seria obrigada a abandonar um tão prestigiado local como o Pavilhão Atlântico, localizado no Parque das Nações? É que isto não cabe em nenhuma mente sã! É incompreensível! Eu se estivesse no lugar delas (calma aí! Sou muito macho, eu! Vamos lá a ver o que é que o leitor maroto já estava a pensar!) protestava! Eu no lugar destas mui nobres raparigas era capaz até de criar conflitos com outros grupos de fãs dos TH só para me deixarem ficar no local!...
... Esperem, estão a dizer-me uma coisa da Regi... Ah... Ao que parece, e citando a Blitz, "Segundo o Correio da Manhã, na sequência de assaltos e ataques às fãs - rapazes que terão atirado pedras às tendas - as autoridades identificaram todas as menores do "acampamento" e ordenaram a retirada das tendas. Este jornal fala ainda de "rivalidades entre grupos de fãs"."...
Agora começo a perceber cada vez menos! Então, há rivalidades entre grupos de fãs e elas ainda são obrigadas a regressar a casa? Aqueles polícias deviam estar completamente bêbados! Então, elas lutam umas com as outras pelos membros da banda e mandam-nas ir para casa?! Elas andam ali à "paulada" umas com as outras, para garantir o seu lugar na primeira fila, e são obrigadas a ir para casa?! Não compreendo! (a indignação)
E depois, o leitor deve constatar o facto de jovens rapazes terem arremessado pedras às jovens que se encontravam dentro das tendas (olha os machões!) e estes terem ficado impunes! Então, eles é que cometem atrocidades, e elas é que são castigadas? Não compreendo! Estou indignado!
"As admiradoras foram igualmente impedidas de continuarem a pernoitar à porta do Pavilhão Atlântico e só poderão voltar a fazê-lo a partir de 5 de Abril, diz o Cotonete." Espera, espera... Elas têm de arrumar as tendas, abandonar o "acampamento" e ainda por cima não podem continuar a pernoitar à porta do Pavilhão Atlântico? Por amor de Deus! Então está na cara que as raparigas estão dispostas a apanhar uma constipação de todo o tamanho (e até mesmo a Gripe A!) por amor, por vontade própria!, e ainda são impedidas disso? Não compreendo!
"Sofia Albergaria, uma das vencedoras do Optimus Secret Show que levou os fãs dos Tokio Hotel ao Luxemburgo, comentou: "Compreendo a situação. Mas também sabemos que o fazem por causa dos bares e dos bairros sociais que há na zona"."..." "Ná"... Não pode ser... Então agora a culpa é dos bares e dos bairros sociais que há na zona? Então eu aqui a defender estas pobres raparigas e depois chega-me aqui esta e estraga tudo com isto? Assim não me governo!
Se continuarmos a ler a drástica notícia disponiblizada pela excelsa revista Blitz, observamos que "o Media Markt, que a 7 de Abril organiza na sua loja de Benfica uma sessão de autógrafos com a banda, já fez saber que será proibido acampar nas proximidades da loja e que apenas quem comprar "merchandising" dos Tokio Hotel poderá pedir um autógrafo aos alemães." Ok, agora isto foi a gota de água! Por amor de Deus! Então uma fã dos Tokio Hotel, que tem todos os cd's, posters e fotos imagináveis (e não imagináveis) dos membros da banda, vai ao Media Market buscar um autógrafo dos seus ídolos e ainda são obrigadas a encher os bolsos aos donos desta loja?!
Nojento, caros leitores. É tudo o que me resta dizer. Acho isto nojento! Deixem lá as raparigas fazer o que lhes apetecer! Se forem violadas, apanharem um traumatismo craniano ou qualquer outra coisa, é lá com elas. Até se sentiriam melhor, a ouvir música rasca (os galos que teriam na cabeça a cantar) ao som de música ainda mais rasca (cantada pela tão bela voz de galinhas como Bill Kaulitz) é o sonho de qualquer uma daquelas jovens!
Termino com um aviso: não se ponham a pau no dia 5, fãs dos Tokio Hotel, não... Eu se fosse a vocês levava capacete e luvas de boxe!

sexta-feira

Cresce.

E ela perguntou-lhe, mais uma vez:
- O que queres fazer quando cresceres?
E ele, fechou os olhos e parou o tempo. Tudo estava feito estátua, excepto eles os dois. E então ele respondeu-lhe:
- Quero encher a tua boca de saliva e o teu coração de palavras bonitas.
E ela, gelou completamente, dos pés à cabeça. E nervosa, voltou novamente:
- O que queres fazer quando cresceres?
E ele percebeu a pergunta dela:
- Quero crescer ainda mais e ser o teu escritor.
De pés descalços, gelados, ele subiu as escadas, como fizera anteriormente, exactamente pela mesma razão. De joelhos sobre o chão, ela esperava-o anseosamente, com a mesma camisa de dormir que usara anteriormente. E ele passou por ela, e não a viu. E ela, de braços abertos, fechou os olhos e esperou. Esperou. E esperou. E quando percebeu que ele não vinha, virou-se para trás. E numa fracção de segundos, pensou que ele estaria ali por outra. Mas não. Quando terminou a volta de quase 180º, ele estava ali, sentado dois degraus acima, a olhá-la, especado. E disse-lhe:
- Já te disse o que teu cabelo e os teus olhos me fazem lembrar?
E ela, piscou os olhos, e respondeu-lhe a medo um seco e rouco:
- Não.
E o tempo parecia suspenso. Ele transpirava imenso das mãos, tal e qual como ela. Limpou-as na sua camisola do pijama, pegou nas dela, e passou-lhes os seus polegar, dizendo:
- Nada. E é por isso que eles são tão maravilhosos.

quarta-feira

"She was lying on the floor, counting stretch marks"; "And it was raining cats and dogs out side of her window", Regina Spektor - Braille.

E ele, como quem não quer a coisa, foi do quarto até à sala, ter com ela. E disse-lhe: "Sai. Vai-te embora. Não quero que sofras a ver-me morrer." Ela: "Mas eu quero estar contigo" Ele: "Já te disse. Quero morrer sozinho. Nem discutas. Agarra nas tuas coisas, mete-as na mala e sai."
E ela, com os seus 73 anos, fez a mala vagarosamente, com a boca salgada e os olhos encharcados e saiu.
Quando voltou, à noite, à espera que ele tivesse mudado de ideias, encontrou-o, caído no chão, morto, rendido. E chorou. Mais uma vez chorou. Lavou a cara com as suas grandes gotículas de lágrimas e beijou-o.
E ele, antes de morrer, gritou o nome dela. Desesperadamente chamou por ela, mas ninguém o acudiu. E morreu a imaginar a sua cara, desejando poder tê-la visto, ter-lhe tocado, tê-la beijado. Mas foi assim. A decisão que ele tomou foi aquela.
E quando fizeram a autópsia, descobriram: Ele tinha morrido de colesteral olto.